Notícias
Empresas do Porto de Santos fora da poligonal fazem dragagem conforme a necessidade
Fonte: A Tribuna On-line
Dragagem permite navios maiores no Tiplam, enquanto Cubatão vê potencial para novas operações na região
As operações portuárias vão além do limite da poligonal do Porto de Santos, na Baixada Santista. Na continuidade do canal aquaviário, dois terminais de uso privado (TUPs) — Terminal Marítimo Portuário de Cubatão, da Usiminas, e o Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), da VLI — se servem do Canal de Piaçaguera para escoar mercadorias. A Usiminas embarca bobinas e chapas de aço e o Tiplam, milho, soja, farelo, açúcar e fertilizantes.
O Canal de Piaçaguera está localizado logo após o Píer da Alemoa, onde termina o trecho sob jurisdição da Autoridade Portuária de Santos (APS), principalmente em Cubatão. A manutenção, incluindo a dragagem de aprofundamento, é realizada pelos dois TUPs nas áreas onde atuam.
Diferentemente dos arrendamentos dentro do Porto de Santos, os TUPs são fiscalizados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e não pela Autoridade Portuária de Santos (APS). Em nota, a Antaq informou que “não há, neste momento, ação fiscalizatória específica sobre o Canal de Piaçaguera”.
Em relação aos TUPs, a agência reguladora explicou que fiscalização, quando feita, “se restringe às áreas objeto de outorga, incluindo as infraestruturas destinadas à operação e movimentação de cargas e aos acessos aquaviários”.
A Marinha do Brasil, representada na região pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), fiscaliza a navegação no Canal de Piaçaguera.
Ampliação
Em nota, a VLI informou que a última dragagem de aprofundamento no Canal de Piaçaguera foi feita no primeiro semestre de 2025. “Com isso, foi possível elevar o calado máximo de 13,35 metros para 14,10 metros nos berços 2, 3 e 4 do Tiplam”, informou.
Segundo a empresa, a dragagem aumentou a capacidade do terminal, possibilitando a atracação de navios maiores. “Isso contribuiu para o crescimento de 6% na movimentação de cargas em 2025, na comparação com 2024, totalizando 14,3 milhões de toneladas úteis”.
A VLI não informou o número diário da movimentação de navios, mas disse que “o impacto da dragagem é na maior utilização da capacidade das embarcações”. A empresa acrescentou que “a dragagem é realizada periodicamente para adequar o terminal aos parâmetros de navegabilidade estabelecidos pela Lei dos Portos e, assim, garantir a segurança e manutenção operacional do canal”. Mas pontuou que “não se trata de obrigação contratual”.
Não informou
Procurada, a Usiminas informou apenas que mantém operação no terminal para atender sua unidade operacional. “Em relação à dragagem, a empresa segue seu plano de longo prazo, conforme já aprovado com os órgãos competentes”.
Mais terminais
Atrair novos TUPs para a região do Canal de Piaçaguera é importante aquece a economia regional. A vantagem é que o processo de autorização de um TUP é mais simples e rápido do que um arrendamento de área dentro do Porto, que depende de licitação. Assim avalia o secretário de Indústria, Porto, Emprego e Empreendedorismo de Cubatão, Fabrício Lopes.
Na avaliação do secretário, o canal apresenta potencial para receber novas operações, desde que o desenvolvimento seja planejado e sustentável. Para ele, Cubatão deve buscar o fortalecimento de sua própria margem, mas sem criar uma disputa territorial com Santos. Ele ressaltou que o desenvolvimento portuário também passa pela ampliação do transporte ferroviário, citando a operação integrada da VLI, entre ferrovia e Porto, que nunca fica ociosa. “A VLI opera 100% ferroviário, trabalhando com a chegada dos fertilizantes que vão abastecer o agro brasileiro e com a saída dos granéis, frutos do agro brasileiro. Então, o terminal nunca está parado”.
Segundo ele, cada composição com 80 vagões de granéis pode retirar cerca de mil caminhões das rodovias. “Então, você ameniza o gargalo logístico, gera desenvolvimento no território, melhora a arrecadação tributária e gera emprego também”, afirmou.
Comentários (0)
Compartilhe
Voltar





Versão em pdf
