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Casa Civil sugere leilão aberto e outorga bilionária para o Tecon Santos 10
Fonte: BE News
Documento prevê oferta mínima de R$ 1,044 bilhão no terminal do Porto de Santos e flexibiliza restrições a armadores
A nota técnica concluída pela Casa Civil na quarta-feira (6) para o leilão do Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP), estabeleceu que a modelagem do terminal de contêineres passe a prever uma outorga total de R$ 1,044 bilhão. O documento, encaminhado ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), também orienta mudanças nas regras de participação do certame, com liberação para armadores e possibilidade de entrada de operadores já instalados no complexo santista, desde que haja desinvestimento.
Segundo o texto, o valor foi definido após revisão da equação econômico-financeira do projeto, que identificou excedente financeiro nesse montante, calculado em valor presente líquido.
Os R$ 1,044 bilhão deverão ser distribuídos entre parcelas de outorga fixa mínima e outorgas variáveis ao longo do contrato. A nota determina ainda que a estrutura preserve o WACC regulatório definido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), indicador que representa o custo médio de capital considerado na remuneração do projeto.
“Nesse cenário, é importante esclarecer no Ato Justificatório que o montante remanescente do excedente apurado deverá ser estruturado sob a forma de parcelas de outorga fixas e variáveis, distribuídas ao longo da vigência do contrato, mantido o WACC regulamentado pela Antaq”, afirma o documento.
O novo valor supera a referência adotada anteriormente pelo MPor. Em janeiro, ao reenviar a modelagem à Antaq após recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), a pasta havia fixado a outorga mínima em R$ 500 milhões.
O projeto chegou inicialmente ao TCU com outorga zerada. Durante a análise, o tribunal recomendou que o governo revisasse o modelo econômico e avaliasse a adoção de um valor mínimo para o certame.
Além da revisão financeira, a nota técnica altera as diretrizes concorrenciais discutidas durante a tramitação do projeto.
O documento orienta que o leilão seja realizado sem vedação à participação de armadores, contrariando entendimento adotado anteriormente após manifestação do TCU sobre possíveis riscos de verticalização das operações — situação em que um mesmo grupo atua simultaneamente na navegação e na operação portuária.
Na modelagem defendida anteriormente pela Antaq e acolhida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, companhias de navegação com atuação em Santos seriam impedidas de participar da primeira fase do certame.
A Casa Civil, porém, afirma que não foram identificados motivos suficientes para impedir a participação desses agentes no leilão.
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