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UE aprova acordo com Mercosul após 26 anos de negociações

Fonte: BE News
 
Entendimento cria o maior mercado de livre comércio do mundo e reforça protagonismo do Brasil no cenário internacional
 
Após mais de duas décadas de negociações, a União Europeia aprovou o acordo comercial com o Mercosul, abrindo caminho para a formação do maior mercado de livre comércio do planeta. A decisão representa um marco histórico nas relações entre os dois blocos e ocorre em meio a um cenário global de tensões geopolíticas e questionamentos ao multilateralismo.
 
O acordo envolve os países do Mercosul e da União Europeia, prevendo a redução de tarifas, ampliação do acesso a mercados e estímulo às exportações. A expectativa é de impactos positivos para setores estratégicos da economia brasileira, com reflexos na geração de empregos e no crescimento do comércio exterior.
 
Apesar da aprovação, o entendimento ainda enfrenta resistências internas em alguns países europeus. A França, por exemplo, já sinalizou que prepara uma reação ao acordo, principalmente por preocupações ligadas ao setor agrícola. Ainda assim, a aprovação no bloco europeu é vista como um avanço decisivo no processo.
 
Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, a medida representa uma vitória do Brasil e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a criação do maior mercado de livre comércio do mundo fortalece o papel do país na economia global e amplia o interesse de outras nações em parcerias com o Mercosul, como Japão, Canadá e Reino Unido.
 
Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que o avanço do acordo inaugura um novo capítulo para o Brasil. De acordo com o ministro, o entendimento amplia mercados, fortalece as exportações brasileiras e contribui para a geração de empregos, além de marcar a retomada de uma diplomacia baseada em diálogo, seriedade e visão estratégica de longo prazo.
 
Após 26 anos de negociações, o acordo Mercosul–União Europeia simboliza a volta do Brasil ao centro das grandes articulações comerciais internacionais e reforça a aposta do governo na integração econômica como instrumento de desenvolvimento.
 

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