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21/07/2026 - 21h47

Diretoria do SINDAPORT participa de reunião sobre futuro de Itatinga


Fonte: Sindaport - Diretoria
 
O destino do Complexo de Itatinga foi tema de uma importante reunião na manhã desta terça-feira, 21 de julho, realizada entre diretores do SINDAPORT, trabalhadores e gestores da Autoridade Portuária de Santos. A publicação no Diário Oficial da União de edital de licitação para cessão da usina hidrelétrica, vila e arredores, que fica em Bertioga, pegou todos de surpresa. 
 
Para tranquilizar os 30 empregados que trabalham na usina, alguns até moram no local, o SINDAPORT solicitou essa reunião para tirar dúvidas e ter mais informações sobre o destino desse importante patrimônio do Porto de Santos. 
 
A reunião foi muito produtiva, na opinião dos diretores Valdir Pfeifer da Silva Jr e Edilson de Paula Machado. Os representantes do SINDAPORT solicitaram a manutenção dos empregos e dos postos de trabalho de fiscalização e administração em caso de cessão da Usina de Itatinga para a iniciativa privada.
 
Os representantes da Autoridade Portuária explicaram que atualmente a usina é operada por uma empreiteira e que, mesmo com a privatização do local, os funcionários da Autoridade Portuária vão continuar atuando na fiscalização das atividades. 
 
A usina de Itatinga tem 116 anos e fica nos pés da Serra do Mar. O acesso é pelo Rio Itapanhaú de barca, depois é preciso pegar um bondinho que segue por uma antiga linha férrea de sete quilômetros. Itatinga conta com cinco unidades geradoras de 3 MW (potência instalada de 15 MW), linha de transmissão com tensão de 44 KV, formada por duas linhas apoiadas em 161 torres, com extensão aproximada de 30 quilômetros entre Bertioga e o Porto de Santos. 
 
Segundo os representantes da empresa, com a privatização será possível aumentar o fornecimento de energia para o porto. Além da modernização da linha de transmissão e a revitalização das 61 residências e equipamentos comunitários da Vila de Itatinga, com possibilidade de exploração de turismo histórico e ecológico. Atualmente, a usina é responsável pelo abastecimento da sede da APS e alguns terminais da margem direita, como o terminal de cruzeiros. 
 
A empresa que ganhar a licitação para administrar Itatinga terá que assegurar o fornecimento prioritário e sem ônus de parcela da energia gerada para o atendimento do consumo interno da APS. A energia excedente poderá ser comercializada. O desempenho operacional da usina será aferido periodicamente por meio de indicadores do setor elétrico. Além disso, parte da receita terá que ser repassada para a Autoridade Portuária. 
 
O contrato terá vigência de 20 anos, contados a partir da data de assunção à área, com possibilidade de prorrogação. Os investimentos exigidos para a modernização das estruturas civis, hidráulicas e eletromecânicas estão estimados em cerca de R$ 200 milhões. 
 
Até agora nenhuma empresa se candidatou. A abertura das propostas está agendada para o dia 17 de agosto. 
 
Guarda Portuária
 
Durante a reunião foi apresentada a preocupação com a segurança no acesso à Itatinga, sempre ressaltada a importância do aumento no número de guardas portuários e também da implantação de câmeras de segurança no píer para a travessia de barca.
 
Atualmente, somente dois guardas portuários atuam no acesso de bonde. O diretor do SINDAPORT, Edilson de Paula Machado, solicitou aumento do efetivo de guardas portuários no local.
 
Além dos empregados de Itatinga e dos diretores do SINDAPORT, participaram da reunião em Bertioga o superintendente de Gestão de Pessoas da Autoridade Portuária, Bruno Pelochs Barbino; o assessor da diretoria de Desenvolvimento de Negócios e Regulação, Marcos Sabino; o gerente de Saneamento Básico Energia e Conservação, Rafael Apolinario; e o presidente da CIPA, Rubens Lima. 
 
Patrimônio histórico 
 
De acordo com a APS, a Pequena Central Hidrelétrica de Itatinga (PCH Itatinga) constitui um dos marcos mais relevantes da engenharia nacional. Sua construção foi iniciada em 1904 e concluída em 1910, tornando-se uma das primeiras usinas hidrelétricas a fio d’água brasileiras. Ao longo de mais de um século, a usina garantiu suporte energético às atividades do Porto de Santos, consolidando-se como um ativo essencial para a expansão do complexo logístico.
 
A Vila de Itatinga, por sua vez, possui valor histórico-cultural singular, com construções originais preservadas, habitações para os trabalhadores e equipamentos comunitários como igreja, escola, padaria e clube esportivo, entre outras instalações. Trata-se de patrimônio cultural, histórico e arquitetônico de reconhecida relevância, que desperta interesse para iniciativas de preservação patrimonial, ecoturismo e turismo histórico-cultural.