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Sumiço de HD expõe fragilidade administrativa da Codesp

Fonte: DCG / AssCom Sindaport



O clima de intranquilidade que se instaurou nos corredores da Codesp após a Polícia Federal ter desencadeado a Operação Porto Seguro continua produzindo episódios inéditos e cada vez mais hilários, dignos dos contos policiais da escritora Agatha Christie misturados com o inspetor Jacques Clouseau, do impagável A Pantera Cor-de-Rosa. Ao que parece, nem mesmo as mais intrigantes páginas escritas nas duas obras conseguiriam decifrar com exatidão o enigma causado pelo sumiço de um simples componente de computador.
 
O desaparecimento do HD de um terminal instalado na Superintendência Jurídica da Codesp, possivelmente utilizado pelo responsável da área, não por acaso apontado como um dos principais suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes, corrupção passiva, emissão de pareceres, tráfico de influência e etc., vem tirando o sono da direção da empresa. Tudo porque, a peça original contendo informações importantes e privilegiadas foi substituída por uma nova, portanto zerada. Propositadamente.
 
A descoberta só foi possível graças à eficiência dos técnicos de TI da empresa que constataram a troca do componente após uma verificação de rotina em virtude de problemas corriqueiros. "Convidado" a gozar férias em caráter de urgência urgentíssima após figurar nas páginas dos principais jornais do País, o agora famoso superintendente não foi encontrado para prestar maiores informações, deixando o pepino nas mãos dos dirigentes da Codesp que, como de praxe, desconhecem o fato.
 
A substituição deliberada e proposital do valioso componente é apenas mais uma demonstração do descaso administrativo que impera na empresa que segue povoada de gafanhotos inescrupulosos e oportunistas. A ausência de uma politica de segurança para o setor de Tecnologia de Informações da Autoridade Portuária que administra o maior porto da América Latina permite a qualquer usuário mal intencionado navegar no mar da impunidade, como é o caso do HD surrupiado, ou melhor, trocado.
 
Ao que parece, o superintendente jurídico da companhia Docas paulista entende tão bem de hardware e software quanto de pareceres. Enquanto curte suas merecidas e forçadas férias em lugar incerto e não sabido, talvez em Porto Seguro, no litoral sul da Bahia, coincidentemente as máquinas fragmentadoras seguem destruindo provas e informações, como nunca antes na história da Codesp.



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