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Ministro defende fim da escala 6×1, mas pede exceções para o setor aéreo

Fonte: BE News
 
Tomé Franca alertou para a necessidade de flexibilizações para não comprometer operações da aviação
 
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, defendeu a necessidade de “excepcionalidades” para o setor da aviação na proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A medida, já aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, estabelece jornada máxima de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso, e agora segue para análise do Senado Federal.
 
Segundo o ministro, as particularidades da aviação, especialmente no caso dos aeronautas, exigem tratamento diferenciado para evitar impactos na operação do setor. Ele destacou que voos internacionais, por exemplo, possuem jornadas que ultrapassam as oito horas diárias, o que tornaria inviável a aplicação rígida das novas regras sem adaptações.
 
“Na realidade do transporte aéreo, existem especificidades que precisam ser consideradas. Sem essas excepcionalidades, algumas atividades podem se tornar inviáveis, comprometendo os serviços aéreos”, afirmou.

Apesar da ressalva, Franca manifestou apoio à proposta, ressaltando a importância do avanço nos direitos trabalhistas. Para ele, a mudança para a escala 5×2 tende a trazer ganhos de produtividade e qualidade de vida aos trabalhadores.
 
“A gente precisa avançar nos direitos de quem trabalha no Brasil. A nova jornada deve melhorar a qualidade de vida e, naturalmente, isso também será positivo para o país”, disse.
 
O texto agora será analisado por comissões do Senado antes de seguir para votação em plenário.
 

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