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Segunda rodada de negociação com a SPA será realizada nesta quinta-feira

Fonte: Sindaport / Diretoria
 
Amanhã, quinta-feira, 12 de maio, às 16 horas, será realizada mais uma reunião de negociação entre a SPA e os sindicatos representantes dos empregados da empresa, sobre a Campanha Salarial 2022.
 
Conforme comunicado, por meio de ofício, no último dia 29 de abril, ao diretor de Administração e Finanças Marcus dos Santos Mingoni, ao superintendente de Gestão de Pessoas Hélio João Júnior e ao gerente de Carreira e Capacitação Bruno Pelochs Balbino, a direção do SINDAPORT rejeitou a proposta formulada pela empresa, que ofereceu: reajuste salarial muito abaixo do índice de inflação do período (5,65%), redução de conquistas (adicionais de hora extra e de férias) e exclusão de cláusula do acordo (aprimoramento funcional).
 
Conforme registrado no documento enviado pelo SINDAPORT, se não podemos ter ganho real, que pelo menos, tenhamos um reajuste salarial que possa recompor o poder de compra dos salários, que estão sendo corroídos pela crescente inflação.
 
A empresa tem até o dia 20 de maio para negociar com o SINDICATO. Privilegiamos a nossa pauta de reivindicações, que foi enviada antecipadamente para a empresa, mas estamos abertos a novas propostas, sobretudo que traga o total do índice de inflação do período e a manutenção na íntegra do atual Acordo Coletivo de Trabalho vigente, diz o documento.
 
NEGOCIAÇÃO
 
Na primeira reunião de negociação, que ocorreu em 28 de abril, e teve menos de 50 minutos de duração – começou às 14h18 e terminou às 15h06 – a empresa apresentou uma proposta que fez questão de ressaltar que “ainda necessita da autorização dos órgãos de controle para aprovação do acordo coletivo de trabalho”.
 
Na ocasião, o presidente do SINDAPORT afirmou que a proposta da empresa não atende aos interesses da categoria e pleiteou a garantia da data-base, bem como a elaboração de um calendário sucinto de reuniões.
 
Segundo Everandy Cirino, caso não haja negociação até 20 de maio, será seguido o rito processual com a convocação de assembleia e mesa redonda, recorrendo ao dissídio coletivo. “Com a redução dos custos e despesas da empresa, decorrente da diminuição de realização de horas extras e outros atos da atual gestão, a empresa poderia conceder 100% de reajuste salarial e manutenção do acordo vigente”, afirmou conforme consta em ata.
 
Cirino lembrou também que a Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais) foi notificada a participar da audiência e respondeu que a SPA tem autonomia para negociar.
 
Os representantes da empresa afirmaram que o atual ACT tem vigência até 31/05 e que receberam as pautas de reivindicações do SINDAPORT, do SJSP (Jornalistas) e do SEESP (Engenheiros). Sobre a cláusula de aprimoramento funcional, o diretor Mingoni esclareceu que não há sentido em manter essa cláusula, tendo em vista o investimento da empresa em treinamentos para os empregados. Já o gerente Bruno Pelochs Balbino expôs que independentemente do acordo coletivo, a empresa tem buscado o bem estar dos empregados por meio de benefícios indiretos, citando a ginástica laboral implantada no início do ano de 2022, bem como a requisição ao Ministério da Economia de autorização para contratação de plataforma de bem-estar cor porativo (tipo Gympass).
 
O diretor Financeiro, conforme consta em ata (clique aqui) finalizou explicando que a empresa deseja concluir o processo de negociação, chegando a um acordo; ratificou que a empresa deve seguir as orientações dos órgãos de controle; esclareceu que não poderão ser incluídos benefícios para inativos, no caso, a assistência médica; quanto ao Portus, sinalizou que sua manutenção não fica prejudicada com a privatização; quanto ao índice, envidará esforços para negociar sua melhoria, mas qu e as cláusulas que apresentam valores ou percentuais acima do estabelecido legalmente, dificilmente serão mantidas.
 



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