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Diretrizes do Governo serão aplicadas na Codesp ou apenas as que tragam prejuízo aos empregados?

Fonte: Sindaport / A Diretoria


 
Recém-empossados, o presidente e os diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) afirmam estarem em total sintonia com o Governo Bolsonaro e vieram para aplicar um “choque de gestão” na maior e mais importante estatal portuária do país.
 
Ocorre que esse filme de chegar “cheio de gás” é antigo e já o vimos anteriormente em outras tantas gestões que se sucederam no comando da empresa até porque, sempre que muda a diretoria na companhia, os novos diretores chegam promovendo mudanças, algumas bem radicais e outras nem tanto.
 
Vale destacar que, até certo ponto, é plenamente compreensível que uma nova administração queira aplicar seus métodos de trabalho, de acordo com o perfil de seus dirigentes. Todavia, é bom que se diga que para o sucesso advindo de tais mudanças é necessário que as particularidades e características da empresa e, sobretudo de seus colaboradores, sejam levados em consideração.
 
Nesse quesito, torna-se imperioso que as experiências e os conhecimentos dos empregados de carreira adquiridos ao longo de anos de relevantes serviços prestados à Codesp e ao Porto de Santos sejam, acima de tudo, respeitados, tratamento que também deve ser estendido ao ser humano.
 
Nesta quarta feira (13) o Governo Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) decreto que extingue 21 mil cargos públicos, funções comissionadas e gratificações. A notícia foi amplamente divulgada na imprensa escrita (clique aqui) e falada. 
 
E na Codesp? O que fará essa nova diretoria? Por analogia, seguirão estas medidas decretadas pelo Governo Federal em Brasília? Cabe recordar que ainda na gestão anterior, assessores e gestores contratados em cargos de confiança já haviam sido desligados, alguns inclusive após a chegada dessa nova diretoria.
 
Importante salientar que dentro do quadro de empregados da Codesp, temos profissionais qualificados e experientes que podem trabalhar de acordo com o perfil que a nova diretoria da empresa exige para serem gestores em diversas áreas.
 
Então fica a pergunta para ser respondida: é mesmo prioridade ou necessário, como dizem, trazer novos contratados, sem concurso público, para ocuparem cargos comissionados dentro da Codesp?
 
Será que através de um critério de seleção interno a ser criado por essa nova diretoria não seria possível selecionar empregados da própria Codesp que pudessem atender as necessidades e exigências para estes cargos comissionados ou de confiança?
 
É uma certeza matemática que a inusitada medida, ou seja, a utilização dos chamados "pratas da casa" para os diversos cargos que há décadas são injustamente destinados aos apaniguados traria significativa economia na folha de pagamento da estatal portuária, com consequente redução dos custos globais da empresa. 
 
Por outro lado, será que a “nova” diretoria vai usar aquelas velhas, obsoletas e arcaicas práticas já adotadas por gestões anteriores, que sempre quando assumem querem mostrar serviço e de imediato cortar ou enxugar ganhos dos empregados de carreira, para depois inflarem o quadro funcional da empresa com contratações dos já famosos "gafanhotos com vasto conhecimento na área portuária e ‘know-how’ adquiridos no Porto Lagoa Paranoá”? 
 
Quanto ao tema, mais precisamente sobre os insetos que há anos habitam a Av. Rodrigues Alves s/nº, pelos corredores da estatal são cada vez mais fortes os rumores de que a triste história já caminha para ser, lamentavelmente, repetida mais uma vez. Mais do mesmo.
 
Apesar da ameaça da chegada de uma nova nuvem de gafanhotos, fica aqui a sugestão do Sindaport: profissional competente e altamente qualificado a Codesp tem de sobra.
 



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Comentários (1)

José Arnaldo Santos
Data: 14/03/2019 - 10h11
“choque de gestão”
O Plano de Saneamento do PORTUS apresentado pela ABEPH, segundo consta esta sob analise da AGU, será também prioridade desses gestores?


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