Fonte: Sindaport - Diretoria
Na semana passada, a SPA divulgou que encerrou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 136 milhões, a melhor marca para o período e crescimento de 38,3% se comparado a 2021. Mas o que a empresa não informou foi que esse lucro só foi conseguido graças ao suor e as lágrimas de seus empregados.
Não é segredo para ninguém o quanto a empresa reduziu o número de empregos, demitindo companheiros mais antigos que dedicaram uma vida inteira a administradora portuária. A SPA terceirizou o setor de amarração e cortou as horas extras, além de outras medidas que prejudicaram financeiramente os funcionários.
Para a empresa, o bom desempenho foi obtido por conta do aumento da receita, reflexo da forte movimentação de cargas. Mas nós sabemos que não foi só isso. O lucro foi registrado graças à demissão de empregados e por corte do extraordinário. Enquanto forasteiros continuam ocupando mesas e cadeiras na SPA, empregados de carreira foram forçados a deixar seus cargos.
Segundo a SPA, entre janeiro e setembro deste ano, o lucro líquido aumentou em 55,2% sobre o mesmo período de 2021. Enquanto a empresa só vislumbra números, nós enxergamos histórias de vida, dedicação ao trabalho no porto, amor a uma empresa centenária que impulsiona até hoje a economia da cidade, do Estado e do país.
Esperamos que a partir de 1º de janeiro o respeito à classe laboral volte a reinar pelos corredores do prédio da Avenida Rodrigues Alves. Que os forasteiros, alguns que nem sabiam o que era porto, deixem a empresa. Afinal, quem acreditou que no atual governo não havia moeda de troca, apadrinhamentos e acordos políticos, deve acreditar também em intervenção militar e estar por aí na porta de algum quartel.
Aliás, por falar em mudança de governo, o barco da SPA já está sendo abandonado. Na semana passada, o diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação, Bruno Stupello, formalizou o pedido de desligamento da Companhia ao Conselho de Administração. Ele estava na empresa desde 2019. Atuou como superintendente de Planejamento Portuário e depois diretor.
Vamos ver quem será o próximo a se jogar no mar.